Salve nobres,
Publicamos hoje mais um texto sobre a história de grandes cervejarias internacionais de autoria Antonio Mennella, publicado no seu livro La Birra nel Mondo, volume IV (Meligrana Editore) traduzido do site italiano Giornale della Birra. Agora, falamos pela primeira vez de uma cervejaria inglesa: a Shepherd Neame.
A cervejaria mais antiga da Inglaterra, fundada, com o nome
de Faversham Brewery, em 1698 pelo Capitão Richard Marsh, em um local que,
conforme atestam documentos antigos, já abrigava uma cervejaria.
Está localizada em Kent, o coração da produção dos lúpulos
que hoje são considerados entre os melhores do mundo. A água Faversham, por sua
vez, já era famosa, ideal para a produção de cerveja. Na verdade, de acordo com
evidências históricas, os monges cluniacenses começaram a construir uma abadia
na área em 1147 por esse motivo. E no século XVI a cidade ostentava 84
cervejarias.
Por ocasião da morte de Richard Marsch em 1727, a cervejaria
passou para as mãos de sua esposa e depois de sua filha, que em 1741 a vendeu
ao maltador Samuel Shepherd.
Os filhos de Samuel Shepherd, Julius e Henry, não apenas
expandiram o negócio, mas também abriram e compraram vários pubs.
Em 1862, morre Henry Shepherd, o último membro da família
envolvido ativamente na empresa. Ele foi substituído por John Mares, contratado
para dar assistência financeira à empresa durante a recessão de meados da
década de 1840. Infelizmente, John Mares morreu aos 45 anos, em 1864. Então o
novo sócio, Percy Beale Neame, assumiu as rédeas; enquanto a cervejaria foi
renomeada com seu nome atual.
Ainda sob condução familiar e liderado por Jonathan Neame,
Shepherd Neame é também um dos maiores produtores de lúpulo de Kent e possui
328 bares e hotéis.
Por seus méritos especiais na preservação dos recursos
ambientais e no desenvolvimento da sustentabilidade econômica, recebeu da
Rainha o reconhecimento "Queen's Award".
Todos os anos, concomitantemente a colheita do lúpulo no
início de setembro, a Sepherd Neame organiza o Spitfire Train. O trem, com
motor original a carvão da década de 1940, sai de Londres para chegar a Kent,
relembrando as viagens de trabalhadores sazonais às plantações de lúpulo. E,
claro, três cervejas acondicionadas em barris são servidas a bordo.
A produção, de mais de 345 mil hectolitros por ano, inclui
uma vasta gama, tanto em barris como em garrafas, feita segundo métodos
tradicionais. As usinas a vapor e duas cubas de fermentação em teca sem casca
de 1910 ainda estão em funcionamento, deixando o perfume de suas essências. A
água vem de um antigo poço artesiano sob a fábrica. Os lúpulos são locais, o
que confere à cerveja frescura e finos aromas florais.
As exportações para mais de 35 países incluem
particularmente Itália, Suécia, Índia, Brasil e Canadá.
As cervejas mais populares são, sem dúvida, a Spitfire e a Bishops Finger.


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